MULHERES DO JOÃO #02

Luana.
Filha.

A garota das cores.
Luana deixa um tipo de cor em cada pessoa que esbarra. Cores alegres, frias, brilhantes. Depende. Ela é como um labirinto e por mais que siga o baile sambando maravilhosamente, uma parte de sua cabecinha (e de seu coração) acabou sendo atingida pela ausência do pai. Trauma que refletiu em seu primeiro relacionamento. O jovenzinho disse que tentou entendê-la o máximo que pode. Até se tornar um peso. Ele era um peso pra ela ou os problemas dela eram pesados demais pra ele?
De qualquer forma, não dá pra jogar toda a culpa sobre uma só pessoa.
O pai ausente, a mãe superprotetora, a guerra interna de Luana por achar que sua obrigação era sorrir e acenar. Guerra que tomou seus pensamentos por muitos anos. Até o momento em que ela simplesmente descobriu que pode ser o que quiser. Tudo que tinha vivido foi reflexo do que as pessoas fizeram.
Quão interessante seria criar uma história diferente do que já conhecia?
Sem mais desculpas pelo o que não fez.
Era hora de se cuidar e ser a mulher da própria vida.

 

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