MEMÓRIAS DOCES #01

“Roda, roda, roda bicicleta, bicicleta.
Roda, roda desfazendo algodão doce.
Algodão doce. E o tempo levou…”

Umas das boas marcas da minha infância foi ter sido inspirada por Daniel Azulay nos anos 90. Eu tinha uns 5/6 anos e por mais que meu pai fosse pintor, foi com Daniel que meu interesse pela arte aumentou. Minha mãe sempre me levava ao estúdio de gravação para participar da plateia de seu programa. Uma vez ela até levou minha turma inteira do colégio. A gente tudo empacotado de uniforminho azul piscina parecendo uns filhotes de golfinho.

Apareci na TV ganhando algumas coisas e participando de alguns quadros (abracei um pinguim!!!!) mas o meu sonho era fazer a Oficina de Desenho Daniel Azulay (nunca fiz pois sem $ né moresssss). Uma pena que as gravações feitas em casa, em fitas VHS (sim, aquelas de rodar com a tampa da caneta), se desfizeram com o tempo e não achei quase nada no youtube. Mas ainda guardo fotos da época.

Quase 20 anos depois, me peguei lembrando da música “Algodão Doce”. Fui pesquisar sobre Daniel Azulay, sua Turma do Lambe-Lambe, seus desenhos e músicas. Que nostalgia! Consigo lembrar de tudo! As letras das músicas, as idas ao estúdio, os erros de gravação, o que senti quando ganhei uma maleta cheia de papéis e lápis de cor (maleta que virou minha mochilinha do colégio).

O mais bacana é que hoje consigo entender a proposta genial do programa. Naquela época eu só queria saber de pegar meus tocotinhos de lápis de cor e tentar copiar os desenhos, mas o programa era super educativo. Mano, o cara mostrava como construir brinquedos de sucata numa facilidade imensa. Falava sobre meio ambiente e sustentabilidade de uma forma que estimulava a criação. Não tinha certo ou errado.

Era só criar, pintar e ser uma criança feliz.

“Desenhar na infância é fundamental, porque permite o desenvolvimento do universo de representação e a aglutinação do processo cognitivo. A criança desenha o que sente, o que pensa, o que sabe, o que aprende. Explica uma história com um desenho. Criança que não desenha passa a infância em branco.” – Daniel Azulay

 

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